domingo, 8 de março de 2009

Take

















Me tire daqui.
Eu desisto.

Uma única resposta.
Tudo seria perfeito, como me contaram.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Amarillo

















Sem querer, eu já estava ali.
Não foram os rubis que me levaram, isto eu tenho certeza.

Eu fico imaginando: Por quê eu?
Não vejo pássaros azuis, não acredito em contos. Por quê eu?
Se eu ousasse em conjugar meus sonhos, com certeza, estaria aonde eu poderia.

Se isto acontecesse, não existiria o oeste.
Por isso, continuo atrás do que sou.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Eu vou

















Abra seus braços por tudo. Ouça tudo que digo.
Eu vou dizer o que é certo:

Eu não tenho o poder de te levar para onde eu vivo, já digo.
Porém, tenha certeza que este mundo seria perfeito.

Eu devo começar com meus sentimentos?
Com meus segredos profundos? Vá para cama.

Eu vou esperar até o amanhecer, por mais que esteja sozinho.
Eu estou sozinho. Eu me sinto só. Nunca é o necessário.

Essa é a vida fora do meu mundo?
Você me perdoa? Não consigo te levar.

domingo, 30 de novembro de 2008

















Por quê? São tantas palavras.
Vamos resumir em uma pequena alegria:

Eu esperei e estou a procura de novas chances.
Eu cansei e estou gostando do que eu peguei.

Eu esperei e estou evaporando.
Eu cansei e recebi. Feliz ou triste?

Amigos que sentirão o que eu senti.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

















Eu te vi.
Não consigo ver quem eu quero ver.

Eu sei que você está assim, sem ter algo para ir.
Mas eu te vejo mesmo assim.

Eu estou sempre tentando ser real.
Por mais que seja, é você.
E eu faço ser real.

São duas pessoas juntas.
Por quê você não me perdoa?
Nem todos são assim.

sábado, 25 de outubro de 2008













Eu nunca soube que fosse me sentir desse jeito.
Como se o meu dia fosse mais um dia normal. Nunca.

Eu nunca tinha visto o céu ou o inverno assim.
Cada vez eu te amo mais e quero desaparecer.

Não é mais o que eles queriam, nem o que eu deveria ser.
Mas eu te amo. Eu vou te amar. É o inverso!

Eu vejo hoje, e o que muda?
Nada, eu vou estar ao seu lado.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Dois Meses

















Eu andava e ela ficava estressada.
Tudo bem... Que ela seja um mistério mas, e se eu for também? Por quê ela se sentia atacada? Eu não entendo. Ela é a melhor, como dizem.

Cada um andou acompanhado com as suas sombras.
Esperamos o sol baixar, esperamos quebrar o muro, esperamos a ética acontecer; dois meses aconteceram para tudo ser como deveria. Joguei comigo mesmo. Ela foi o coadjuvante - hoje, ela é a figurante.

Pode ser um trabalho ou uma noite de cigarros, eu senti como se fosse a segunda vez.
Dançamos de bochecha com bochecha e a noite da festa me esclareceu.

sábado, 18 de outubro de 2008

Inferno

















Sem ter ninguém, alguém chamou.
Esse alguém gritou: Alguém me acompanha?

Eu acompanho, alguém disse. Ninguém disse eu te acompanho.
Sorte dele ter sido acompanhado por ninguém.

Sorte? Ninguém nunca soube. Sorte?
Inferno? Ninguém disse.

Inferno! Alguém disse.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ao Céu

















Sempre esteve acima.
Sempre tive que ser limpo.

É por isso que está tudo sobrecarregado, como o gato.
Em cima da fantasia.

Ela está em nós.
A terra está sobre mim.

Ela não pode ser ela mesma? Linda, inteligente e amor?
Eu canso teatrar. Seja de lá ou cá, eu quero ser o que iaiá me disse.

Eu não sou eu. Ela não está noiva.
Eu, apenas, quero tê-la para amá-la e não descartá-la de novo.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

De Volta à Terra

















Eu entendo tudo.
Sei de tudo o que acontece.

Por quê?

Não precisa mudar.
Continue a situação que eu conheci.

E você me olhou a sua vida.
Eu percebi! Eu entendo tudo.

Mas longe de casa, nada é real.
Por isso, eu volto para a nossa casa.

Eu te entendi!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O Passeio
















Não é uma carta para o fim.
Eu posso me despedir, sem terminar o que começou.

Eu, Sr. Tal, começo escrevendo que:
Quê? Não sei o que. Apenas escrevo o que hoje parece ser.

E hoje nada mais se parece com 1947.
No entanto hoje, até este hoje, eu denfendi, com dentes somente, o que eu idealizei.
Sem tomar partido do que acontecia.

Sem nada, nada para acontecer.

Por isso, amanhã, tentarei ser o Sr. Qualquer.
Vou poder me apresentar e continuar o que ele começou.

Se tudo der certo no passeio...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Grande Prêmio

















A certeza de que estou lá, não me tira daqui.
Fujo para o mesmo lugar sem sair da onde chego.

Fiz tudo certo, sempre.
Tanto fiz que hoje só faço o que poderia ser, caso se.

Este é o meu prêmio?

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Ato Final

















Adormeci sem as tais promessas de pós-guerra.
Olhei para frente e não enxerguei a sensação.

As sinapses souberam, as sinopses esqueceram.
Apenas gravei para ter a certeza de que não iria lembrar.

Esforços em vão, sem forças na mão, Dionísio escreveu:
"Cupido matou meu protagonista".

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Nada Gelado

















Vê se me esquece.
Não diga, eu sei.

Eu não sei mais te lembrar.
Tudo está vazio.

Se eu pudesse fingir?
Estaria contando a verdade.

Mas dela eu bebi, eu fumei e nada adiantou.
E é isso mesmo... acabou estrelado.

O Vazio

















Eu, um mero perdedor, venceria o golias dos meus três amigos.
Sem a ladainha de ser um vencedor de quebra-copos.

Os artifícios já foram muitos: champagne, taças e tempo.
Mas poeiras e carinhos de cada um, o vento levou me chamando.

Aconteceu comigo e sempre. Se eu pudesse...
O que ficou dele? O que-não-acontece que eles quiseram passar.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Amor Amor

















Um pouco de ar, seja o que for.
Você precisa.

Eu preciso de um pouco de vodka.
É isso. Sem tormentos.

Seja meu. Sem...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Altos e Baixos

















Que seja fácil o acaso entre o rápido e o acabado.
Que dure a clareza do dia entre vidas nubladas.

Meu lugar é aqui, ao seu lado. Calado e estático.
Dizendo o que você quer que eu grite.
Gritando o que você não quer que publique.

Não tenha raiva de mim.
Eu sou você na próxima vez.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Seja ou Corra

















Covarde.
Eles querem o que você vomita.

E você não come.

Seja o seu prato.
Pronto e certo, rápido assim.

Corra!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

R.F.B. Army

















You'll never get rich, son of a bitch!
You're in the army now!

E a menina saiu em busca de Harold P.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O Café da Sinhá

















Na pracinha, eu passava sem ter para quem.
Guardava. Meu café, enquanto, ficava sozinho.

Ausente em presente, eu me sentei ouvindo e bebendo o só.
As meninas passaram; os meninos ficaram.

Me balancei como o sol na pracinha.
Voando de um lado para o outro, sem escolha e descaso com o dia, aquele.

A negrinha, a sinhá passeavam-se sem olhar para o meu café.
Contando apenas histórias que contavam. No bolso, só restou o que eu não ouvi; eu bebi.

sábado, 27 de outubro de 2007

Lá Vem Ela

















Um dia. Eu te daria um dia.
Como aquele que aproveitamos para andar.

Andamos e andamos e chegamos a mim, lá.
Mas foi por você. Se eu não tivesse chegado, não teria me encontrado.

Olá, tudo bem e eu me conheci você.
Mas eu andei mais. Sem pensar.

Eu me daria mais um minuto.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Café Ouvidor

















Sentia a vida tocando os meus ouvidos. Entrando, sem permissão para ser ouvida.
Idéias subversivas iam e voltavam, como damas da sociedade que passeavam em seus jardins sepulcrais.

Damas essas, me faziam adoecer por seus amores. Mas eu sempre as ouvia, nunca as admirava. Admirava, sim, a vida em que elas passeavam, mas não o canto do seu passear.

Foi feito o que era pedido - eu faço tudo o que é.

Damas e idéias se entrecruzaram, os passeios viraram rotina e os jardins, monumentos.
Por fim, a vida se desiludiu e não quis ser mais ouvida.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

22 segundos

















Um minuto e meio de juventude e eu já queria ir para casa.

Segundo os meus segundos, lembro me que cada um possuía o seu próprio alvo.
Eu, ela e eu sabíamos disso. Eu era certeiro-festeiro, o ponteiro, apressado-atrasado. Mas sempre com a tal função materna - todos os seus milésimos acabavam por me cansar.

A bela época dos 20 segundos não se passava e eu não estava em casa. Eram rastejados para o fim.
Só pensava em me recostar, levar os meus ponteiros até o final.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Sem fundo

















Não pense estar aqui, ainda que cada traço seja seu.
São seus, eu admito. Eu sempre admitia.

Mesmo estando neste caos, eu acredito, eu minto suas verdades.
Até mesmo os goles são chorados para o interior do meu mais novo estereótipo.

Só aumenta o volume de lágrimas no meu copo.
Transbordam os meus pensamentos insanos.
Mas nada disso tem fundo.

Somente o único fundo, em que eu estou, traçado por você.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Ser o ser

















Eu sou o que sou sem ser o que sou.

Caminho lentamente com a rotina suicída que me faz ser assim.


Sem dedos para ter braços, é assim que deveria acontecer.

Mas nada acontece pelo desejo de ser o que você não é.


Será mesmo que eu sou aquilo que sou?

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Sem Sentido

















Enganado por todos.
Dos incríveis que surgem.
Gente que não sabe.
Bêbados sem ser.
Serão mesmo incríveis?
Viés como os lados sem sentido.
Tidos como um só.
Sozinhos para mim.

Cigarros Verdes


















Como um cigarro, a vida era.

A primeira tragada, sentia o mesmo prazer emocionante de quando a via.
Na batida de uma música, eu nunca esquecia daquele.

Intercalava com uns goles amargos da amizade e continuava até o final.

Continue.

Combinações de saídas, de amores, de casais, de passos, de vida, da vida.


Enquanto degustava desse namoro, o mundo blasé começava a chegar próximo ao seu início.
E ela chegava. De novo pela pulsação, pela respiração.

A última tragada acabava por iniciar uma tristeza prazerosa, anunciando que tudo tinha voltado ao normal.

Voltar














Dessa vez, eu afirmo: não tem volta.
Como não tem volta?
Só há aquele sentido, volver.

Não importa se a tal volta que voltamos tenha voltado...

Pelo visto, não parece mesmo que voltou.

Volta, volta, volta. O meu desejo de voltar não voltou.

Pelo visto, parece mesmo que não voltou.

Selado, lacrado, voltado.
A volta não volta mais.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Campo Claro















Este claro remoto parece estar cada vez mais perto dessa sua realidade trivial.


Por isso, devia sentar como uma barraca, esperar ser levantada e adormecer o que estar por vir.

Mas, se o medo pela ansiedade aclarar o desiluminado, como serei você daqui para frente?

São regras de todo o ser em nós.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Pronto, Sr.















A próxima música é bem popular!
Tão popular quanto o cigarro que nos satisfaz...

A todos, The Andrew Brothers!